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Espirro cafeínado

O inusitado acontece a todos. Se houvesse uma câmera na hora, precisamente sexta-feira, na praça de alimentação do Midway, agora eu estaria pateticamente conhecida e uma amiga estaria com novo modelo de blusa para todo o Brasil (segundo ela mesma, num exemplo de bom humor, uma blusa com bordados de Caicó!).
Avessas ao carnatal, éramos quatro em uma mesa na um pouco menos barulhenta praça de alimentação do shopping, em final de expediente, devido que a cidade inteira – ou quase – mobilizava-se em torno de o Chiclete com Banana, Trios & Cia – que Deus nos proteja de tamanha sandice! Depois de alguns Sushi e Sashimi, duas bebiam cerveja, uma comia torta de limão, e eu resolvi tomar um cappuccino.
Conversa vai e vem, a conversar girou para as excentricidades de uma de nós que não viaja porque tem medo, podendo até desmaiar durante o percurso. A sugestão foi que não haveria problema em desmaiar, pois quando chegasse ao destino, já estaria lá mesmo, ou então, provocássemos um desmaio e levássemo-na já desmaiada.
O riso foi inevitável. O erro foi eu me esquecer que estava com a xícara à boca, e esta cheia de café. Não posso chamar aquilo de espirro, foi mais um míssil de café tendo como alvo a colega que estava sentada à frente. O café espalhou-se pela roupa da amiga, passou para o chão, sujou toda a mesa, respingou em quem estava nas laterais. Um desastre cafeíno!
O pior: quanto mais eu via o estrago, mais eu ria! Só depois, consegui me controlar e pedir desculpas (mas, que foi engraçado, foi).
A próposito: por pura coincidência, encontrei uma imagem que tem o nome de uma das amigas! Querida, desculpa, aí, visse?!


Comentários

Anônimo disse…
Querida amiga, que situação mais cômico/constrangedora, nem se quer terminei de ler os elogios a camisa artesanal caicoence e me deparo com a trágica notícia do banho de café ante-carnatal. Só você mesmo, dotada de tanta sensibilidade para dar calor, e que calor! Aos companheiros de conversa. Muitas saudades amiga.

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