segunda-feira, dezembro 25

CriAnÇa teM caDa Uma

Ontem em almoço com familiares, minha mãe relembrava a vez que o neto prendera a cabeça entre um cano de orelhão e a parede. Nem ele nem ela lembraram que idade ele tinha, mas ela lembrava como torceu e torceu a cabeça dele para sair daquele sufoco – literal pode se dizer! – e que já estava pensando em chamar o bombeiro para serrar o cano.

Nas festas natalinas do ano passado, a filha de uma amiga de uma amiga, sentou-se no colo de Papai Noel lá no Midway e pediu uma bicicleta. O Papai Noel, sem saber das intenções da mãe – principalmente suas condições financeiras – disse para a garota de três anos que talvez ela não ganhasse o que estava pedindo, porque ele tinha muitos pedidos para atender, mas que ela não ficasse triste. Ela ganharia algo, mas ele não tinha certeza que seria uma bicicleta. A garota ouviu, não disse nada, levantou-se e caminhou em direção à mãe. A uma boa distância do Papai Noel virou-se e mandou:
- Papai Noel, se você não mandar minha bicicleta, você tá fudido!!!

Uma amiga me conta que quando criança, ela e o primo descobriram que na barriga poderia nascer um pé de feijão. Ela fez o primo comer caroço de feijão cru, dava-lhe muita água e mandava que ele ficasse deitado ao sol para que o feijão crescesse.

Quando eu era criança, minha mãe costurava e eu ficava sempre arrodeando – mais mexendo do que querendo aprender, pois até hoje sou um zero em serviços manuais. Numa dessas vezes, coloquei o dedo na hora que a agulha baixou. Meu dedo ficou preso, sujou o bordado. Minha mãe, que nunca foi de ficar apavorada com travessura de criança, moveu a roda da máquina, tirou meu dedo e ficou braba danada. Pela sujeira no bordado!

Um comentário:

Flávia disse...

Pelascaridade Ednice! Essa vai render um bocado, tem travessura demais nesse mundão afora. E o melhor é se estendem por gerações!

Como eu sei que você não deixou de ser "inventiva" que tal arriscar pôr novamente a mão na máquina e lançar um livro de contos reais da criançada que já cruzou teu caminho? Pode ser que se transforme no próximo best seller e, eu prometo, que se você sujar o bordado ao invés de bronca você ganha colo e um "quando casar sara". E aí, topa?